A Orquestra Sinfônica de Santo André vem com tudo nesse fim de semana. Além do belíssimo concerto ainda estão ajudando a acabar com o frio. O ingresso é um agasalho, aqueça seu coração, ajude os outros ao som de Bruckner e Bruch.
Ontem rolou um concerto muito bonito e profundo executado pela músicos da OSSA, na mão do maestro Moreno. O solista convidado é Cláudio Cruz. Ele quem vai acompanhar a nossa sinfônica no Concerto nº 1 para violino e orquestra, em Sol Menor, op. 26, deMax Bruch - uma das obras mais conhecidas desse compositor. Depois da participação do solista, os músicos continuam com a sinfonia nº 2 em Dó Menor de Anton Bruckner.
Cláudio Cruz é um violinista experiente e premiado, e já atuou em uma das mais importantes orquestras brasileiras, como a Orquestra de Câmara da OSESP, da qual foi regente nas temporadas de 2003 e 2004, além de possuir notável discografia no Brasil e no exterior.
Confesso que não conheço muito de Max Bruch, mas essa postagem está sendo uma bela oportunida de para pesquisar mais sobre ele. [ Pesquisando]
O compositor alemão, filho de um inspetor de polícia e uma soprano, desde pequeno demonstrava suas habilidades com a música. Começou a compor logo cedo, e aos 11 anos de idade, algumas de suas composições já eram apresentadas ao público. Aos 16, sua primeira sinfonia e um quarteto para cordas, lhe garantiram uma bolsa de estudos na Fundação Mozart em Frankfurt. Depois disso deu aulas e finvestiu nos recitais, com os quais fez uma longa viagem passando pela Alemanha, Áustria, França e Bélgica. Morreu em 1920, quando o mundo todos estava tenso no período entre guerras e os EUA começavam a se consolidar como potência.
"Mas foi durante seus últimos dez anos de vida que Bruch se dedicou inteiramente à composição. Entre outras peças, o compositor escreveu a “Fantasia Escocesa”, suas três Sinfonias, suas óperas, seus corais e cantatas, obras que foram populares em seu tempo. Hoje em dia o "Concerto n.º 1 em Sol menor para Violino e o Orquestra" continua tendo uma aceitação extraordinária.", completa a blogueira Camille Fuleto, do Jovens Músicos.
O concerto tem início às 20h no Teatro Municipal de Santo André, e os ingressos devem ser retirados a partir das 19h (dois por pessoa). Excepcionalmente neste musical, os ingressos serão trocados por agasalho destinado à Campanha do Agasalho, promovida pelo Fundo Social de Solidariedade. Informações: (11) 4433-0789.
M. Bruch
Concerto nº 1 em Sol Menor, para violino e orquestra, op. 26
O maestro Carlos Moreno apresenta outro concerto hoje às 20h, no Teatro Municipal de Santo André, praça IV Centenário s/n° - centro. Entrada franca.
O programa inclui obras da série Anchieta: Russlan e Ludmilla de Glinka, Concerto para piano e orquestra n°19 (em fá maior) K 459, de Mozart, e sinfonia n°5 (em Dó maior) op.67, de Bethoven, segundo o material de divulgação. A solista convidada será Márcia Cattaruzzi.
De volta às origens, pois a pianista é andreense, é fará belíssima participação, ja que a peça que irá tocar será nada menos que Concerto Para Piano e Orquestra nº 19, em fá maior, K 459, de Wolfgang Amadeus Mozart. Reconhecida mundialmente e, segundo o site da Art Invest, é ganhadora de importantes concursos como o de solista da OSESP e e da Arizona State University Symphony Orchestra, e ao que me parece, lhe rendeu uma bolsa de estudos para o mestrado nos Estados Unidos.
O Diário do grande ABC revela que será a primeira vez em muito tempo que a pianista sobe ao palco do teatro da cidade. A última vez, segundo o jornal, foi quando era criança, depois de ser vencedora de concursos de música locais.
lembre-se de pegar os ingressos com uma hora de antecedência.
Amanhã, 23 de Abril às 14h30min, a Camerata Aberta realizará um concerto didatico sobre o tema.
O grupo, que estreou no final de Março, tem como foco trabalhar o repertório produzido nos séculos XX e XXI. Idealizado por Silvio Ferraz e Sergio Kafejian, compositores contemporâneas brasileiros reconhecidos internacionalmente, o conjunto é patrocinado pelo governo do Estado por meio da Santa Marcelina Cultura (organização social responsável pela gestão das escolas de música estaduais e de projetos como o Festival de Inverno de Campos do Jordão).
Ainda nesse final de semana, dia 25 ás 16h, será realizado um grande concerto no auditório do Masp, o que promete ser uma experiência bastante interessante, já que os compositores Charles Ives, Claude Debussy, Edgar Varèse, Salvatore Sciarrino, Sergio Kafejian e Silvio Ferraz ainda não são conhecidos pelo grande público, e muito menos compreendidos.
O nome do concerto é Entre Extremos, e segundo o site da Escola de Música do Estado de São Paulo, Guillaume Bourgogne, maestro convidado pelo grupo, "buscou um recorte de linguagens e sonoridades pouco usuais, em que os instrumentos encontram-se em seus limites de audibilidade e de execução, levando ao público a oportunidade de descobrir novas maneiras de se ouvir música". Este concerto, inovador no Brasil, estará abrindo um novo leque de possibilidades para o cenário de música erudita brasileiro.
No concerto didático a Camerata Aberta irá explicar obras e compositores contemporâneos importantes, trabalhando assim a criação de um público para esse estilo de música experimental. Por isso são realizadas diversas atividades pedagógicas e os concertos didáticos acontecem sempre pouco antes dos concertos oficiais.
“O concerto didático é conduzido pelo maestro, que explica ao público como os materiais musicais são elaborados e como o compositor constrói seu discurso. Paralelamente, o grupo executa trechos das obras que exemplificam os tópicos expostos pelo maestro”, explica Sergio Kafejian, coordenador da Camerata Aberta, ao site da emsp.
O repertório executado no dia 25 será:
- The Unanswered Question - de Charles Ives. (Segundo o próprio compositor revela uma "paisagem cósmica").
- Prélude à l’après midi d’un faune - de Claude Debussy (peça que foi considerada o marco inicial da música contemporânea)
- Octandre - de Edgar Varèse (precursor em experimentos com sonoridades ruidosas)
- Archeologia del telefono - de Salvatore Sciarrino (propõem novos caminhos para a apreciação musical)
- Sobre Paranambucae - de Sergio Kafejian ( de compositor nacional, que se inspirou na paisagem sonora de 4 regiões)
- Dona Letícia - de Silvio Ferraz ( O compositor aproxima os dois momentos diferentes, através de elementos da música tradicional e sonoridades mais experimentais).
Para obter mais informações sobre o programa clique aqui.
O jornalista Irineu Franco Perpétuo comentou no site da revista concerto sobre a Camerata.
"E se a ideia era encerrar o mês de abertura com boas promessas, exatamente no último dia de março estreou no palco principal do Sesc Vila Mariana, em São Paulo, a Camerata Aberta, um especialíssimo conjunto de câmara que reúne a nata de solistas da cidade, e cujo repertório será direcionado à música contemporânea. A criação de um grupo desta natureza, contando com a estabilidade financeira e institucional propiciada pela Emesp (Escola de Música do Estado de São Paulo), é algo sem precedentes na história da música brasileira e que há muito se fazia urgente. Sob a regência do francês Guillaume Bourgogne (que está a cargo dos primeiros concertos do grupo), a Camerata Aberta teve um programa bastante heterogêneo. De J. S. Bach a Iannis Xenakis, passando por Gérard Grisey, Marisa Rezende e Roberto Vitório, o grupo nasce com a promessa de ser o Domaine Musical dos trópicos (grupo francês fundado na década de 1950 por Pierre Boulez, em cujos programas coabitavam obras antigas e contemporâneas). Foi espantoso constatar, não apenas a habilidade destes talentosos músicos em desembaraçar as intricadas teias de obras tão complexas, mas acima de tudo a fluída musicalidade obtida pelo conjunto numa apresentação que entusiasmou a lotada plateia do teatro."
No último concerto da Orquestra Sinfônica de Santo André (OSSA) o Maestro anunciou a vontade política da construção de uma sala de concertos na cidade. Os atuais governantes, que parece bem favorável ás artes – sobretudo a música erudita – estão incentivando a orquestra, que já era uma das melhores de São Paulo, a crescer ainda mais. Isso tanto em relação à qualidade dos músicos, quanto ao repertório e equipamento de qualidade. Segundo o Maestro Carlos Moreno, da Orquestra Sinfônica, o objetivo é “criar uma nova OSESP”. As mudanças já foram perceptíveis, pois já foram comprados um novo jogo de tímpanos – de melhor qualidade sonora – e rebatedores, que melhoram a qualidade de som para a apreciação da platéia.
Neste concerto foram executadas peças de Wagner, Bethoven e Chuber. Em entrevista ao Culturama o regente Roberto Ondei comenta sobre o concerto “A primeira peça foi a abertura de "Os mestres cantores de Nürembergue’, uma ópera de Richard Wagner – um dos maiores compositores de ópera da história. Depois apresentaram o concerto para piano e orquestra em Lá menor de Robert Shumann, com solo de Eduardo Monteiro.Fechando o concerto, executaram a primeira sinfonia em dó maior de Ludwig van Bethoven, que é uma obra muito importante do repertório sinfônico, obrigatória em todos os sentidos para o estudante de regência, no que diz respeito à harmonia, ao gestual e à análise formal. É uma obra de grande valor pois é a primeira entre as nove que Bethoven compôs, trabalhando todos esses aspectos”.
Ao fim do concerto, ovacionados pela platéia que insistentemente pediam "bis" – como em quase todos os concertos que assisti –, a Orquestra Sinfônica de Santo André apresentou ainda uma das famosas Danças Hungaras, a n°1, do compositor alemão Johannes Brahms. “São danças compostas por Divorguem, um compositor Checo e orquestrada por Brahms. São 21 danças, cada uma com a sua peculiaridade. Peças muito conhecidas e que traziam uma sonoridade própria do leste europeu. Trouxeram um novo universo sonoro, que influenciou grandes compositores nos séculos XVIII e XIX. O próprio Mozart, por exemplo teve grande influencia dessas músicas e tem até uma ópera, o ‘Rapto do Serralho’, que mostra bastante essa influencia explorando essa nova sonoridade”, comenta Ondei.
Sobre idéia de contruir uma Sala de Concertos, o regente do Coro comenta que “essa gestão está querendo investir na música clássica. A ideia de construir uma Sala de Concertos, segundo o secretário, é muito forte, mas é um projeto de longo prazo. Mesmo assim é um grande avanço pois são poucas as prefeituras que tem a intenção de produzir esse tipo de cultura”. Ele ainda diz que com isso o Coro de Santo André também ganha uma ótima perspectiva de expansão e visualiza a possibilidade de criação de uma lei para a existência do coro, uma iniciativa que vai valorizar mais os músicos e a cultura da cidade. “Vai fomentar toda a região. Santo André será uma referência ainda mais forte de uma música de qualidade aqui para toda a região do ABC”, completa.
A OSSA está ganhando grande repercussão e reconhecimento. No concerto anterior o próprio compositor Edino Krieger, que compareceu para explicar a composição "Terra Brasilis", comentou sobre a qualidade inquestionável da orquestra. Não é poracaso que todos os concertos são bem frequentados e quase sempre lotam. Isso mostra que quando produtos culturais de qualidade são oferecidos à população, a preços acessíveis, ela da valor e acompanha a atividade cultural da cidade. Érique, 27, diz “gosto muito da orquestra, apesar de não conhecer profundamente o repertório, ou detalhes sobre o compositor. Eu gosto de vir porque me sinto bem, gosto da música. Além disso é um programa bem acessível.Já vim várias vezes e pretendo continuar vindo, pois a orquestra está crescendo muito e o maestroMoreno está fazendo um trabalho bom”.